
Eu sei tantas coisas e ainda assim nada sei.
Já fui tantas em uma só, e por tantas mudanças já passei.
Sigo nesse imenso mar chamado vida, por vezes navegando, outras á deriva…
Sou de tudo um pouco, e de pouco em pouco faço meu tudo.
Pois, poucas pessoas me encantam. E nenhuma delas foi para sempre...
Nenhum porto é eternamente seguro, nesse mar de piratas.
Minha alma é frágil, um coração sem tripulação, o capitão embebedou-se e adormeceu.
Não há remos, apenas brancas e altas velas, que permitem que o vento me guie, para onde bem quiser.
Uma filha do vento, uma menina-mulher feita de tempo.
Tempo de nada que eu já não tenha sido, e nada que eu não possa ser.
Um barco que nunca irá ancorar no meio do oceano, a não ser que eu mergulhe bem fundo. A não ser que eu aprenda a nadar…





