terça-feira, 26 de abril de 2011

Meus lábios na sua nuca, seus olhos nos meus lábios

Se eu quisesse, e se eu pudesse, você me amaria tanto. Bastaria uma chance e alguns minutos intermináveis ao seu lado e tudo passaria a mudar.

Eu sussurraria seu próprio nome em seu ouvido, e o ar que respiro tocaria de leve a sua pele, fazendo você se arrepiar e tremer a espinha. Minhas unhas desceriam lentamente pela parte interna de seu antebraço, sentindo sua textura, te arranhando, e te causando calafrios. Eu tocaria seus cílios, e seus olhos se fechariam, sentindo meu toque. Eu agradaria suas pálpebras, esperando pelo brilho do seu olhar quando abrisse os olhos e roubasse meu reflexo. Eu beijaria de leve seu pescoço, exatamente onde está sua artéria, e você sentiria seus batimentos cardíacos pulsando sob meus lábios. Isso aceleraria seu coração até que as batidas estivessem irregulares o suficiente para minhas mãos procurarem as suas, seus dedos se encaixariam perfeitamente aos meus, e se entrelaçariam transmitindo calor... Amor. Eu me afastaria e recostaria a pontinha do meu nariz em seu queixo, e sentiria seu maxilar fechado calando palavras, afinal nós não precisaríamos delas naquele momento. Bastaria sentir.

Minha mão escaparia da sua mão, e buscaria a raiz de seus cabelos, descendo suave pela sua nuca, segurando seu pescoço, você me olharia nos olhos, e eu te abraçaria, protegendo-te do abismo que há em mim. Você fecharia os olhos sentindo a suavidade e leveza do meu abraço, colando meu corpo ao seu, e você quase sentiria meu coração codificando seu nome em batidas coladas á seu peito.

O cheiro do meu cabelo te preencheria, te fazendo suspirar. Suas mãos se encaixariam com o formato da minha cintura, nos atraindo um para perder-se nos lábios do outro. Eu sorriria timidamente, entendendo que a semente de sentimento já estava plantada, e você esboçaria um sorriso em resposta, quase encantado por poder sentir a força do meu sentimento por você.

Você teria consciência de que não sou perfeita, mas, seus olhos não. Eles me buscariam, encontrariam a intensidade e aconchego de carinho no meu olhar, e ali se sentiriam a vontade, não querendo ver mais nada além do brilho da estrela que você nunca encontrou no céu, cravada ali no fundo dos meus olhos refletindo você, feito um espelho. Nesse reflexo você entenderia o que sinto, e sua boca se entreabriria esperando pela minha, nossas respirações sairiam em uníssono. E seu coração se desmontaria e correria para meus braços. Feliz, meus dentes roçariam de leve o lóbulo da sua orelha, acabando com nosso momento de se apaixonar. E depois de um delicado e insano beijo, você despertaria confuso com uma única certeza: você foi feito pra mim.

domingo, 24 de abril de 2011

Meu melhor amigo

Sabe quando você tem um amigo de infância, aquele que esteve ali em quase todas as suas fases de criança/adolescente e continua do seu lado te protegendo e apoiando, mesmo com as mudanças da vida?

Então sabe esse amigo, ele nem sempre pode estar com você, mas, é ele que te acolhe quando todos te machucam. É o amigo que gosta de te ver sorrir, mas que também não te rejeita se suas lágrimas caírem, é o amigo que diz que você é a única que tem autorização pra acordar ele em plena madrugada pra simplesmente conversar… É um amigo que mesmo depois de um dia difícil e cansativo, se preocupa quando você não está bem e te ouve, te deixa desabafar.

Até que um dia esse amigo, diz:

“Se um dia eu achar alguém pra mim, de início vou ir logo falando: que não adianta ter ciúme, gritar, fazer bico, ficar de mal, fazer greve, enfim, você sempre tem um espaço no meu coração, e ela teria que dividir ele com você.”

Então, você que já sabia, tem a certeza absoluta que tem um amigo bom e perfeito, o melhor que poderia ter. E aí, você descobre que quando se tem um amigo assim, você se sente a pessoa mais sortuda do mundo.

Eu me sinto, e nem sempre agradeço por isso, mas, eu daria a minha vida por ele. E queria que ele soubesse disso, e agora eu sei que ele sabe.



sábado, 23 de abril de 2011

Quase meio

Sou feita de partes inteiras, e metades;

Sangue quente e lentidão.

Sou feita de dores e saudades;

Sou caminho sem direção...

Sou memórias e pessoas, abandonos e abraços;

Sou amores, amigos, encantamentos, e laços.

Sou as palavras perdidas que insisto em encontrar;

Sou o medo de sentir medo, e a mania de acreditar.

Sou um início e quase meio, ainda sem fim.