terça-feira, 27 de julho de 2010

Oceano

Eu sei tantas coisas e ainda assim nada sei.

Já fui tantas em uma só, e por tantas mudanças já passei.

Sigo nesse imenso mar chamado vida, por vezes navegando, outras á deriva…


Sou de tudo um pouco, e de pouco em pouco faço meu tudo.

Pois, poucas pessoas me encantam. E nenhuma delas foi para sempre...

Nenhum porto é eternamente seguro, nesse mar de piratas.



Minha alma é frágil, um coração sem tripulação, o capitão embebedou-se e adormeceu.

Não há remos, apenas brancas e altas velas, que permitem que o vento me guie, para onde bem quiser.


Uma filha do vento, uma menina-mulher feita de tempo.

Tempo de nada que eu já não tenha sido, e nada que eu não possa ser.

Um barco que nunca irá ancorar no meio do oceano, a não ser que eu mergulhe bem fundo. A não ser que eu aprenda a nadar…




Um comentário:

  1. Lindo esse texto parabéns, :D
    postei em minha pagina do orkut, com reconhecimento de fonte é claro.
    estou seguindo o blog já algum tempo a mais ou menos dez de que criei o meu, se nao for pedir demais poderia visitar o meu blog ? é sempre bom contar com os veteranos nisso , se gostar siga http://sangriasentimental.blogspot.com/! beijos e mais um vez parabéns!

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