sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Voar

Eu seguia lutando contra mim mesma, lutando contra a saudade de todos que me deixaram, e lutando por tantas coisas e pessoas, sem ninguém mais lutar por mim. Me escondendo a cada dia mais numa armadura de ferro, com um sorriso no rosto e um aperto no peito, sentindo saudade de conversar até sobre as coisas mais simples da vida.

E então, aos poucos eu descobri que uma coisa pura e bonita estava bem ali ao meu lado há meses, esperando apenas o momento certo para nascer. Encontrei uma amizade novinha em folha, uma amizade tão simples e bonita quanto as outras que se foram. Um amigo de coração bom, que me disse que amigos são como passarinhos, e um dia precisamos deixar eles partirem. Pois, eles precisam voar… Aprender e ensinar novos amigos, assim como ensinaram e aprenderam coisas boas com a gente.

Ele precisava de um motivo para seguir em frente, e eu precisava de um amigo para me ajudar a caminhar. E a grande ironia da vida, é ele tentar me ajudar a curar a falta deixada por um amigo, cujo o segundo nome é o mesmo que o primeiro nome dele, e eu fico tentando ajudar ele a superar a ferida deixada por um amor que possui o mesmo nome que o meu. Estranho, engraçado, não sei. Mas, acredito que Deus sempre coloca as pessoas certas em nossas vidas.

E é tão bom encontrar alguém que se importe e não tenha medo de demonstrar isso. É tão bom encontrar alguém que a maldade do mundo ainda não encontrou. É tão bom ser surpreendido com uma coisa simples que possa fazer a diferença num dia inteiro. É tão bom se sentir bem, por conseguir fazer o bem a alguém.

Aos poucos vamos precisando um do outro, aos poucos vamos ajudando e iluminando o caminho um do outro, eu confio nele, e ele confia em mim. E como ele disse: "Cada dia ruim, é recompensado com dois dias bons."

Nossas conversas, nossas histórias, nossa amizade... Nosso segredo.


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Marry me


Grandes possibilidades, atraem um medo incomum... Hoje, uma dessas bateu em minha porta e ela tem grandes chances de se tornar realidade, e eu continuo me sentindo assustada com isso.

Eu costumava sonhar muito com esse tipo de coisa... Eu era quente, doce e sentimental, e então as coisas foram mudando e hoje, eu gosto da minha rotina, do meu silêncio, da ausência de um alguém que me deixou para trás, da saudade de quem acabou partindo sem ter a chance de se despedir, eu gosto –embora não muito– de me sentir sozinha, e adoro a forma como posso confiar em mim mesma, sem medo algum. Eu gosto da forma que ele sorri, e da forma que eu crio meus segredos tão bobos e tão meus, mas, tenho medo dos segredos dele... Do meu amor, não sei se ele também os tem.

E hoje, em um dia todo comum, ele resolveu que quer se casar comigo de verdade, e ainda esse ano. Ele todo sorridente me falou sobre a nossa casa, sobre o nosso futuro e sobre o nosso amor. E eu ainda me sinto assustada, tenho um medo absurdo de abandonar tudo por uma possibilidade e ela falhar, tenho um medo imenso de partir e quando voltar, nada mais encontrar.

Entre o sim e o não eu me encontro no talvez, nunca fui muito decidida, e acho que nunca vou ser. Hoje, vi minha mãe chorar me observando enquanto me dizia que eu cresci, e tudo que fiz foi chorar junto... Como pôde o tempo passar tão rápido assim? Como pôde a vida continuar, tão independente das coisas que a gente passa e nem sempre supera? Como pôde, uma única possibilidade mudar todos os seus planos, idéias e expectativas?

Eu realmente não sei. E estou disposta a descobrir, mas antes disso, eu preciso desvendar esse coração que por hora bate sereno, e por hora bate em desespero em meu peito. Eu o amo e sei disso... Não importa o que meu amor faça, ele é o único que poderia partir se quisesse e ainda assim não o faz por me amar o suficiente para nunca desistir de mim, e de nós. Talvez, essa seja a minha vez de dar a ele a minha companhia, de ter a chance de partir e escolher ficar ao seu lado. Mas, entre o sim e o não, eu ainda me encontro perdida no labirinto da indecisão e do medo.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

O único caminho

Minha cama confortável e quentinha, meu travesseiro macio, e um novo dia começando lá fora... Por muito tempo, minha vida se resumiu a tentar recomeçar. E eu aprendi errando que recomeços nem sempre são simples, e que na maioria das vezes tentar esquecer ou entender, não faz da situação algo melhor. Até porquê, por pior que seja a verdade, ela é uma só: quando o desejo é recomeçar tudo o que temos são memórias, e são justamente elas que nos ferem.

E saiba de uma coisa: sua mente, nunca estará preparada para recomeçar, e apagar tudo que ficou para trás. Tentar adaptar-se, e deixar o tempo te amadurecer, é o único caminho que pode dar certo.

Pelo menos é o que tem funcionado para mim.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Memórias & Saudades

E de repente eu que estava cantarolando, rindo e brincando, comecei a lembrar… E aí, sem perceber fui entristecendo e me peguei em silêncio de novo. Não pelas lembranças que me tomaram, mas sim pela saudade que se aconchegou em meu peito. Queria que as coisas boas, fossem para sempre sabe?! Assim como eu queria que as pessoas que a gente ama fossem eternas... Mas, não são.

E chega a um ponto em que as memórias boas, ao invés de te fazerem rir, começam a te fazer chorar, de tão grande a saudade que você sente ao revê-las. Porque todas essas memórias que ficam são perfeitas por mais bobas que sejam, e acima de tudo despertam o desejo de serem vividas de novo.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Um segredo nada secreto



Saiba que as pessoas vão te esquecer, com a mesma intensidade com que passaram a gostar de você…

Uns com o tempo, outros de uma hora para outra.


quinta-feira, 23 de junho de 2011

O despertar

Hoje quando acordei, vi a luz entrar pela fresta da janela. E pela primeira vez em muito tempo, me senti acordada de verdade.

Eu sorri antes mesmo de levantar, não porque o mundo parece perfeito - longe disso, mas sim porque tudo parece diferente. Até meus pesadelos já não são os mesmos, nem meus desesperos são tão insuportáveis. E aquelas velhas dores? Já não passam de marcas e cicatrizes de tudo que já passei.

Hoje quando acordei senti um sabor doce e estranho de saudade, e ao mesmo tempo percebi que assim deveria ser. Nunca foi uma questão de acostumar ou aceitar as perdas, e sim de entender que algumas pessoas se foram para muito além porque era chegada a hora, isso não faz delas menos importantes ou menos amadas, faz delas as memórias que jamais quero esquecer.

Outras pessoas no entanto não estão mais ao meu lado, estão por aí: pois precisaram se expor, provar. As máscaras não poderiam durar para sempre, afinal peças teatrais não podem ser muito longas. Sendo assim, dessas pessoas nem sei mais, e nem falta me faz, o que importa é que um dia eu acreditei.

Velhos amores ficaram no tempo, alguns esquecidos de forma triste, outros guardados em forma de aprendizado, embora tenham sido vividos com mesma intensidade.

Meus melhores momentos marcaram não só datas e lugares, marcaram a mim. Fazendo do meu jardim de lembranças o mais florido, e perfumado que eu poderia ter.

Hoje o mundo pareceu mais amigável, não porque as circunstâncias mudaram, mas porque eu finalmente estou aprendendo a lidar com tudo que não cabe a mim controlar.

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Escrito em 02 de Novembro de 2010.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Acredite em seus sonhos, acredite em você.

- Tenho medo de a vida mudar, tenho medo de perder as pessoas que eu amo e me sentir sozinha, eu tenho medo de tanta coisa... - Ela disse disse com o olhar distante.

- Feche os olhos. - Ele pediu gentilmente.

Ela não o fez.

- Tem medo até de sonhar? - Ele perguntou observando o olhar triste dela.

Ela balançou a cabeça afirmando.

- Entendo os outros medos. Mas, por quê não sonhar? - Ele perguntou confuso.

Ela o olhou antes de responder e suspirou.

- Sonhar é bom, admito. Mas, o problema é que quando você acorda, você pode descobrir que um sonho pode virar um pesadelo... Aí, o medo te persegue, e você aprende o peso das escolhas que faz.

Ele não esperava por aquela resposta, então não encontrou nenhuma palavra boa suficiente para dizer naquele momento, era verdade, sonhos podem sim se tornar pesadelos.

Eles ficaram em silêncio por um tempo, ela tendo a triste certeza de que ele havia concordado com o que dissera, e ele esperando as palavras certas nascerem para poder dizer. Logo ele pegou a mão dela e a olhou nos olhos.

- Quando você sentir medo, eu estarei aqui. Pegue a minha mão, e eu prometo que irei te acordar... Vou estar aqui para abraçar você e te proteger do pesadelo, mas, se o sonho se realizar, eu também vou estar aqui e vou te apoiar, vou te ajudar a sonhar ainda mais alto, sempre.

Ela sentiu uma paz repentina, uma vontade doce e infantil de sorrir enquanto observava a verdade daquelas palavras brilhando nos olhos dele, ele havia feito o medo dela sentir medo, ele havia feito ela se sentir segura para arriscar, e principalmente ele havia feito ela se sentir protegida suficiente para acreditar em si mesma. E quando ela percebeu um sorriso escapava em seus lábios enquanto observava o sorriso perfeito dele, então ela teve certeza de que não poderia deixar a vida passar por simplesmente sentir medo de viver.