Eu tenho um medo enorme daquela senhora que sempre leva todos embora… Medo do que ela faz sentir, medo do que ela faz perder e acontecer… Sei que a visita dela é certa em toda casa, em toda a vida. Mas me sufoca saber que é uma visita inesperada, a qualquer momento, em qualquer lugar, qualquer idade, e qualquer coisa por viver ou dizer. Em todas as vezes que cruzei com ela, estremeci, e tive pesadelos eternos… Portanto sei que morrerei de medo quando aquela velha senhora de preto bater na sua porta, porque ao mesmo tempo ela estará batendo na minha. Sussurrando nosso fim ao destino que narra nossa história lentamente. Seu coração me pertence, e se um dia ele se calar, irei implorar pelo meu silêncio, irei implorar por qualquer cantinho em seu coração, como sempre faço. Sou sua desde que abri os olhos neste mundo, não fui e não serei ninguém sem você. Eu te amo, e amo o suficiente para enfrentar qualquer um, até mesmo a fria senhora de preto que coleciona histórias sem fim.segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
A morte
Eu tenho um medo enorme daquela senhora que sempre leva todos embora… Medo do que ela faz sentir, medo do que ela faz perder e acontecer… Sei que a visita dela é certa em toda casa, em toda a vida. Mas me sufoca saber que é uma visita inesperada, a qualquer momento, em qualquer lugar, qualquer idade, e qualquer coisa por viver ou dizer. Em todas as vezes que cruzei com ela, estremeci, e tive pesadelos eternos… Portanto sei que morrerei de medo quando aquela velha senhora de preto bater na sua porta, porque ao mesmo tempo ela estará batendo na minha. Sussurrando nosso fim ao destino que narra nossa história lentamente. Seu coração me pertence, e se um dia ele se calar, irei implorar pelo meu silêncio, irei implorar por qualquer cantinho em seu coração, como sempre faço. Sou sua desde que abri os olhos neste mundo, não fui e não serei ninguém sem você. Eu te amo, e amo o suficiente para enfrentar qualquer um, até mesmo a fria senhora de preto que coleciona histórias sem fim.quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
2010

Orgulho porque eu sobrevivi mais um ano. Um ano a mais de alegrias e tristezas para adicionar á meu histórico de vida. Mais um ano entre meus 20 anos, mas esse passou inconstante, acelerado feito as horas boas ao lado de alguém que fazia falta, ou arrastado como quando a saudade era minha companhia.
Posso dizer que esse ano eu aprendi, e muito. Aprendi a lidar com coisas que não cabem a mim controlar, aprendi a ver o lado bom das coisas ruins, aprendi a acertar nas escolhas erradas, aprendi que chorar não cura feridas por maiores que elas sejam e por mais que possam doer. Aprendi que o famoso "para sempre" na verdade existe, e costumamos chama-lo de agora. Aprendi que eu posso amar muito, e me sentir realizada com isso, mesmo que não expresse esse amor. Aprendi que ainda existem bons corações em meio ao pó de um passado sujo, mas isso não significa que eles ainda estejam batendo pra mim. Aprendi que posso superar muito mais coisas do que eu poderia imaginar. Aprendi que virar certas páginas não basta, ainda faz parte da história. Aprendi que rasgar livros inteiros não é solução, basta fechar o livro e esquecer em uma estante qualquer. Aprendi que eu posso me cuidar…
Eu dei o melhor de mim, hoje e sempre. E embora as músicas tristes e melancólicas tenham se tornado minha trilha sonora, eu me sinto feliz. Feliz por todos os caminhos errados e tortuosos que fizeram de mim uma pessoa mais forte. Feliz por toda a falsidade ser obrigada a aparecer, evidenciando quem é de verdade. Feliz por sempre existir a possibilidade de um amanhã melhor. Feliz por todas as coisas absurdas e lindas que escrevi, embora ninguém jamais vá ler. Feliz por meu coração remendado ainda bater forte no fim de cada dia.
Acima de tudo que eu possa dizer ou escrever, o que resta é agradecimento, e eu agradeço a Deus por ainda haver vida em mim. Agradeço a cada pessoa que interferiu na minha vida, me derrubando em lágrimas ou me fazendo feliz, por motivos bons ou ruins elas farão parte das minhas lembranças, e com certeza me ensinaram alguma coisa mesmo que mínima.
Agradeço por alguém fazer o brilho perdido retornar aos meus olhos de vez enquando.
E eu agradeço muito á mim mesma, por ainda acreditar em alguma coisa no fundo da minha alma. Acreditar o suficiente pra me fazer levantar da cama dia-após-dia por mais difícil que pudesse parecer...
Quem diria 2010? Tantas vezes imaginei que não sobreviveria de tanto chorar, outras tantas eu disse que morreria de tanto rir. E agora estou aqui, me despedindo. Foi um ano atribulado, intenso, e que agora caminha lentamente para os créditos finais, e logo dará lugar a um novo filme.
O filme de novas histórias chamado 2011 começará em alguns dias, e eu estou aqui, aprendendo a lidar com finais, aceitando que certas coisas se vão porque é chegada a hora… E que outras começam quando a gente menos espera, mas, neste caso, eu espero pacientemente que 2011 seja um ano novo cheio de coisas boas. Não só pra mim, mas para todo ser que habita esse planeta chamado Terra.
sábado, 2 de outubro de 2010
O sol se foi

O frio voltou. E eu te odeio por todas as lágrimas que deixei escapar por sua causa, eu te odeio por todas as vezes que você me cativou e me fez rir. Eu te odeio por todos os sonhos que me fez ter: Correr na chuva, deitar na grama num fim de tarde e olhar o céu, fugir para Los Angeles conhecer um certo alguém, ou simplesmente reconhecer como tantas vezes você disse…
Eu te odeio por saber o quanto sua opinião sempre importava, eu te odeio por saber que eu te esperava á todo fim de tarde pronta pra relatar tudo, exatamente como uma garota e seu diário, mas no meu caso as páginas tinham vida própria e adicionavam comentários automaticamente, nem sempre bons, mas que eu lia atentamente.
Eu te odeio por todas as vezes que prometemos nunca nos abandonar, e por todas que juramos não quebrar essa promessa. Mal sabíamos que promessas são feitas para serem quebradas, mal sabíamos que todo caminho tem estradas tortuosas e esburacadas. Ou, sabíamos bem demais, suficiente para estar nesse ponto agora.
Eu te odeio por nunca ter me alertado, pelo contrário você gostava que eu confiasse, que eu me dedicasse á você. Você nunca me disse pra ter cuidado nisso, você sempre foi um perigo não é? Você admitia não possuir sentimentos, nem coração. E eu que tentava sempre provar o contrário, eu que acreditava na pedra que pulsava em seu peito.
Te odeio por todas as coisas que você omitiu, te odeio por todas as vezes que me consolou, te odeio pelo que você escreveu, te odeio por todas as coisas lindas que me disse, por todas as vezes que me inspirou e que buscou inspiração em mim.
Te odeio por me fazer acreditar nas pessoas, quando nem mesmo você acreditava não é?
Eu te odeio por todas as vezes que falei empolgada de você, jurando que sempre seria aquecida, por um sol inquieto e tagarela. Te odeio por ter me alimentado tantos sonhos, tantos sentimentos, tantas idéias, tantos planos e tantas histórias, enquanto você não pretendia fazer o mesmo.
Você sempre esteve á espera de mudanças, á espreita de um novo rumo, e eu apareci na sua vida e me tornei seu brinquedo. Seu passatempo predileto, enquanto você não tinha nada, ninguém.
Eu era uma coisa despedaçada e caída no chão que não sabia mais caminhar, você me colocou em pé, me fez dar alguns passos, mas logo cansou e me deixou cair. Afinal, você tinha pressa, já tinha aprendido a correr, e tinha novas pessoas á sua espera.
Um dia você vai se perguntar porque as coisas mudaram tanto, vai se perguntar porque eu me fui. E no fundo você vai lembrar que eu ficava lá sempre esperando pela sua brecha de tempo, esperando a resposta de seu email, ou esperando que de algum modo um enigma surgisse. Bem no fundo você vai se lembrar como você me acolhia e protegia, e vai perceber que você já não sabe mais como fazer, vai perceber que suas palavras mudaram, que suas preferências mudaram, e que você mudou. Muito.
Vai finalmente entender que na verdade foi você quem se foi, andou por novas ruas e correu para um lugar cada vez mais distante, até que eu fiquei para trás. Decidida a não correr, decidida a seguir para o outro lado, andando conforme meu próprio tempo.
Te odeio, por agora você ganhar um novo texto, só seu. Te odeio, por ainda me importar com você.
Te odeio tanto por "ainda" não conseguir te odiar no fim do dia.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Passado

Ouvi leves batidas, busquei de onde vinham e as descobri dentro de mim: em meu peito. Eu as reconheci logo que as enfrentei, eram a nostalgia e a saudade, e eu não queria abrir a porta para elas. Elas não eram bem vindas, pois até onde sei elas são acostumadas a ferir as pessoas, fazer sofrer. Mas me deparei com a velocidade e intensidade das batidas e percebi que elas não queriam entrar, elas já estavam em mim, elas na verdade estavam desesperadas para sair. Tentavam escapar por meus olhos, escorregando pelo meu rosto, ardendo em minha alma. Mas eu as segurei. E enquanto eu pudesse suportar os ecos tremendo-me por dentro, dando um nó em minha garganta e sufocando minha respiração, eu as manteria presas. Trancadas á sete chaves no pequeno espaço de mim que deseja voltar no tempo. Naquele tempo.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Saudade

Eu sinto falta de cada pequeno detalhe... De cada ruga que surgia e mudava seu rosto, eu sinto falta de cada fio branco que nascia em meio a seus cabelos pretos, sinto falta do seu cheiro, do seu sorriso, das suas brincadeiras, das suas piadas.
Sinto falta do seu abraço, dos seus olhos, sinto falta da pequena cicatriz na sua orelha, sinto falta do seus bocejos, e dos seus cochilos no sofá. Sinto falta de todas as vezes que você me chamou atenção, que brigou comigo, que me protegeu. Sinto falta de você me dizendo pra não dormir tarde, e desligar a tv. Sinto falta de ouvir sua voz, de sentir seu perfume se espalhar pela casa quando você saia do banho, sinto falta de sentir sua falta e poder esperar por você no fim do dia.
Sinto falta de todas as vezes que você foi me ver dormir, que me cobriu, e me deixou sonhar. Sinto falta de todas vezes as que você me pediu pra não chorar mais, porque te feria por não poder me proteger do mundo. Sinto falta da sua presença, sinto falta de ver você chegando, de ver você saindo pra logo voltar. Sinto falta de ouvir sua gargalhada. Sinto falta de reconhecer sua expressão quando algo dava errado, seus lábios em linha reta quase formando um beicinho e os olhos muchinhos. Sinto falta de te ver sentado na cozinha me chamando pra almoçar, ou reclamando do meu jeito de cozinhar. Sinto falta da época que você me levava pra escola e tinha ciúmes quando algum garoto falava comigo. Sinto falta dos churrascos de domingo, ouvindo músicas chatas, antigas e sertanejas, mas que você gostava…
Sinto falta de ver sempre o mesmo dvd com suas músicas favoritas, que eu cheguei a decorar. Sinto tanta falta de imaginar você de cabelos brancos, velhinho e ranzinza como um dia poderia ser. Sinto falta dos mimos e carinhos, sinto falta de você sentir orgulho de mim, sinto falta de poder te orgulhar. Sinto falta de chegar em casa e te encontrar me esperando.
Sinto falta de receber um parabéns de você no meu aniversário: "Não importa quantos anos você tiver, você sempre será minha titiquinha, minha pequena. E não importa o quanto você não goste que eu te chame assim." Sinto falta de receber um beijo na testa sempre que ficava triste, e de sentir seu amor incondicional por mim. Sinto tanta falta de você.
Eu só queria que você pudesse ter vencido, eu sei que lutou até o último minuto, eu lutei com você e implorei a Deus por você, por todos nós. Naquela noite eu só queria que as coisas não tivessem acontecido, eu só queria ter feito mais que implorar pra que você não nos deixasse, eu queria ter feito mais do que implorar pra que você me olhasse e ainda me ouvisse, eu queria ter feito mais do que procurar um coração em seu peito e tentar força-lo á bater de volta. Eu queria ter feito muito mais, eu só queria poder salvar você, eu só queria te devolver o que você me deu. A vida.
Mas eu não pude, e eu quis tanto, e o tempo tem passado rápido. A vida não para. Eu nunca imaginei que esses pequenos detalhes, fotos, roupas guardadas e memórias, seriam tudo que eu tenho de você, pro resto da vida. Portanto, onde quer que você esteja, sei que uma parte minha está com você, carrego no peito um coração despedaçado que sente sua ausência eterna. Tem dias que tudo parece tão difícil, nesses dias eu só queria poder te dizer que te amo, e te amo muito além da vida, meu pai.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Certas coisas

Desculpas nunca curam feridas. Perdão não justifica erro. Explicações, confissões, e drama, nunca melhoram uma situação, nem a fazem parecer melhor. Pense antecipadamente, impulso é uma desculpa esfarrapada para uma vontade que você sempre teve, só não soube controlar. Atração é se sentir bem perto de alguém, amor é não precisar desse alguém por perto para ainda assim ama-lo.
Nunca magoe alguém que quer o seu bem, mas nunca doe-se demais, amores e pessoas são só humanos e se tratando de sentimentos acredite uns 80% deles nunca farão a coisa certa. Você sempre vai esperar por algo que alguém espera de você...
Nunca ame demais, nunca faça do amor a coisa mais forte que sente, pois você dará a alguém o poder de te derrubar, ame-se primeiro. Nunca dependa de ninguém, depois de um tempo esperar se torna frustrante. Músicas que já não fazem sucesso continuam sendo ouvidas em algum lugar, mesmo que você não goste delas. Não elimine os participantes da sua vida, certos jogos não se pode jogar sozinho. Busque por alguém que irá te encontrar, mesmo quando desesperadamente você tentar se esconder...
Segredos só serão segredos se forem pra sempre somente seus, e se teme um segredo simplesmente não o faça e não terá o que temer. Arrepender-se até do que é certo é normal. Tentar várias vezes e nunca chegar a lugar algum é mais comum do que imagina.
Certas palavras ferem é claro, mas se elas foram ditas é porque em algum momento elas foram sentidas, e foram a mais pura verdade. E tudo pode e vai mudar, mas certas coisas você nunca vai esquecer.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Sozinha
Que tipo de amor controla o tempo?! Cada dia, cada minuto, contado como uma obrigação, como se a existência -ou não- da saudade fosse algo controlável. -E todas as vezes que precisei e você não veio, ou chegou tarde demais?- Talvez tudo que eu saiba não faça nenhum sentido, até onde eu aprendi amor é não sentir o tempo, é querer e lutar pra ficar junto, é ter alguém em primeiro lugar na vida. Como eu tinha você. Ou talvez faça sentido demais, talvez isso que a gente viva não se encaixe na palavra amor. Talvez seja só uma coisa, que não se encaixa em NADA, nada além do que já foi, e que hoje já não tem motivo.
Na busca por essa coisa que costumávamos ter eu só encontro o vazio, não há mais nada além de tentativas, histórias: boas e ruins, momentos, risadas, dores e saudades cobertas por uma mancha de passado, que nunca vai limpar.
Há uma saída abandonar o tecido manchado, cores novas e texturas fariam a diferença, ainda mais se forem usadas por um outro alguém, um alguém chamado cura. Um alguém que eu pudesse chamar de amor sem medo algum. Eu queria muito que fosse você, como um dia foi. Todas aquelas noites que seu cheiro era tudo que eu queria sentir pra afugentar meus medos, todas as vezes que eu senti um coração no peito pulsando seu nome. Sinto falta disso, mas acabou. Tarde demais para nós.
A cada dia me vejo mais sozinha ao seu lado, e como dizem: "É melhor voltar sozinha de uma festa do que voltar brigando." E eu tenho me sentido bem sozinha, quase completa. O silêncio me conforta, ele não me fere. Sua presença já não muda meu mundo, talvez meu mundo já não pertença a você, eu já não pertença mais. Talvez eu seja de alguém mundo a fora que eu ainda não descobri, mas que eu espero. Por todas as vezes que eu esperei por você. É ainda melhor esperar por algo que não se sabe nem sequer de onde vem, do que esperar por alguém que nunca chega, ou que sempre chega tarde demais. Você sabe, ser pontual nunca foi o seu forte. Sinto muito, meu velho amor o telefone vai continuar a tocar, pois vou estar longe demais, ou já não vou querer atender você.