segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Sozinha


Que tipo de amor controla o tempo?! Cada dia, cada minuto, contado como uma obrigação, como se a existência -ou não- da saudade fosse algo controlável. -E todas as vezes que precisei e você não veio, ou chegou tarde demais?- Talvez tudo que eu saiba não faça nenhum sentido, até onde eu aprendi amor é não sentir o tempo, é querer e lutar pra ficar junto, é ter alguém em primeiro lugar na vida. Como eu tinha você. Ou talvez faça sentido demais, talvez isso que a gente viva não se encaixe na palavra amor. Talvez seja só uma coisa, que não se encaixa em NADA, nada além do que já foi, e que hoje já não tem motivo.

Na busca por essa coisa que costumávamos ter eu só encontro o vazio, não há mais nada além de tentativas, histórias: boas e ruins, momentos, risadas, dores e saudades cobertas por uma mancha de passado, que nunca vai limpar.

Há uma saída abandonar o tecido manchado, cores novas e texturas fariam a diferença, ainda mais se forem usadas por um outro alguém, um alguém chamado cura. Um alguém que eu pudesse chamar de amor sem medo algum. Eu queria muito que fosse você, como um dia foi. Todas aquelas noites que seu cheiro era tudo que eu queria sentir pra afugentar meus medos, todas as vezes que eu senti um coração no peito pulsando seu nome. Sinto falta disso, mas acabou. Tarde demais para nós.

A cada dia me vejo mais sozinha ao seu lado, e como dizem: "É melhor voltar sozinha de uma festa do que voltar brigando." E eu tenho me sentido bem sozinha, quase completa. O silêncio me conforta, ele não me fere. Sua presença já não muda meu mundo, talvez meu mundo já não pertença a você, eu já não pertença mais. Talvez eu seja de alguém mundo a fora que eu ainda não descobri, mas que eu espero. Por todas as vezes que eu esperei por você. É ainda melhor esperar por algo que não se sabe nem sequer de onde vem, do que esperar por alguém que nunca chega, ou que sempre chega tarde demais. Você sabe, ser pontual nunca foi o seu forte. Sinto muito, meu velho amor o telefone vai continuar a tocar, pois vou estar longe demais, ou já não vou querer atender você.


terça-feira, 27 de julho de 2010

Oceano

Eu sei tantas coisas e ainda assim nada sei.

Já fui tantas em uma só, e por tantas mudanças já passei.

Sigo nesse imenso mar chamado vida, por vezes navegando, outras á deriva…


Sou de tudo um pouco, e de pouco em pouco faço meu tudo.

Pois, poucas pessoas me encantam. E nenhuma delas foi para sempre...

Nenhum porto é eternamente seguro, nesse mar de piratas.



Minha alma é frágil, um coração sem tripulação, o capitão embebedou-se e adormeceu.

Não há remos, apenas brancas e altas velas, que permitem que o vento me guie, para onde bem quiser.


Uma filha do vento, uma menina-mulher feita de tempo.

Tempo de nada que eu já não tenha sido, e nada que eu não possa ser.

Um barco que nunca irá ancorar no meio do oceano, a não ser que eu mergulhe bem fundo. A não ser que eu aprenda a nadar…




quinta-feira, 1 de julho de 2010

?

Nem tudo faz sentido. Não existem enigmas que duram para sempre, nem respostas sem perguntas, sim exatamente nessa ordem: "respostas sem perguntas". Tentativa e erro, uma forma de resolver muita coisa. Ou não. A maioria das pessoas passam tempo demais tentando descobrir o que as coisas significam. O tempo passa, lembre-se disso. Talvez quando a resposta chegar, você não tenha mais a pergunta para entender.

sábado, 29 de maio de 2010

This is me


O vento vem de uma nova direção, fazendo a chuva cair em outro ângulo.

O tempo, o modo, as coisas simplesmente passaram a acontecer, querendo ou não, sem eu perceber… Foram sequências que jamais imaginei. Um vidro que se quebra ao cair no chão… Não há volta. Dá para sentir, não há volta, o tempo não devolverá minha vida, e ele á roubará ainda mais, aos poucos. Em que ponto? Quando? Onde está a garota dançante que sorria o tempo todo? Não importa mais, não sou mais a mesma, e ainda assim a que fui faz parte de mim. Ela me faz companhia, em um silêncio absoluto, todas as noites quando fecho meus olhos. Lembranças.



segunda-feira, 24 de maio de 2010

Distância




Algo que nasce mesmo sem a gente querer, na maioria das vezes sem perceber.

São laços quebrados... Ou não.



domingo, 9 de maio de 2010

Eclipse


Um céu, dois astros, símbolos opostos.
Por mais escura que seja a noite, a lua está presente: nova, crescente, cheia ou minguante. E ainda assim, lua.
Por mais nublado que seja o dia, ainda assim é dia, o sol está presente: longe ou perto. E ainda assim, sol.
Minha alma é lua e sol. Horas boas ou ruins, de sorrisos ou lágrimas, a vida é vida, e viver é ser parte da escuridão, é ser parte da luz, é ter suas fases e com elas ter histórias para contar, é ter sempre um novo dia para esperar.
Um mesmo céu, mas que está presente na vida de pessoas que conheço, de pessoas que eu amo, de pessoas desconhecidas que habitam meu coração, e pessoas que nunca irei conhecer… E é assim que deve ser. Portanto, que a lua embale os nossos sonhos... Pois o sol irá nos permitir a chance de realiza-los.


domingo, 2 de maio de 2010

Destino


Existem tantas crenças, tantas especulações á respeito de outras vidas. Mas independente disso, em nossa memória, devemos nos recordar de apenas uma. A que se vive agora. Podem surgir encruzilhadas, dúvidas, complicações, dificuldades, mas não importa qual seja a situação, existe apenas "um" fim… Um fim tudo.

O hoje se tornará passado, assim como o ontem já é, então qual a melhor opção nessa única chance?

Viver, sempre da melhor maneira possível, essa é a forma mais simples de ser feliz.


Destino não se escolhe, se faz.